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Controle digital
da água tratada

Entra em operação novo sistema de automação das estações de tratamento do Departamento Municipal de Água e Esgoto de Uberlância, segunda fase de obra que beneficia mais de meio milhão de pessoas



Orçada em R$ 1,6 milhão, a segunda etapa do projeto de automação do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) de Uberlândia, em Minas Gerais, já está impactando positivamente a produção de água potável para mais de 600 mil habitantes, com controle total sobre a qualidade da água tratada. Assinada pela Vector, a obra contempla a automação do sistema de abastecimento de duas Estações de Tratamento de Água, dando sequência a um projeto também implantado pela Vector no município no início do ano passado. Os sistemas de telemetria (controle a distância de equipamentos), implantados na primeira etapa, permitiram automação completa em todas as etapas do tratamento da água. A segunda fase do projeto foi entregue em março, e agora encontra-se na etapa de operação assistida.

Até então, o abastecimento funcionava por meio de modelo parcialmente manual. Com a automação, o Dmae passa a ter telecomando do sistema de dosagens de produtos químicos, lavagem dos filtros, análise online da qualidade da água bruta, controle de qualidade da água filtrada, macromedições da vazão de entrada e saída das ETAs, além da instalação de floculadores mecânicos. O projeto teve prazo de 14 meses, dos quais seis de operação assistida.

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A expectativa é de redução de 20% no consumo de água e eletricidade"
Gilberto Sales, Vector
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Segundo o Dmae, o projeto deve também dar resultados em economia de energia elétrica e de produtos químicos, além de melhorar a etapa de filtração e, principalmente, reduzir o índice de perda de água. As Estações de Tratamento já estão sendo operadas com supervisão à distância pela Central de Controle de Processos (CCP), localizada na sede da autarquia. Os operadores da CCP podem interferir no abastecimento de água a partir de um sistema supervisório que avisa, por meio de alarmes, eventuais erros durante o processo.

De acordo com Gilberto Sales, diretor técnico da Vector, as estações Bom Jardim e Renato de Freitas, que foram automatizadas nesta segunda etapa, produzem 1,1 mil litros de água por segundo, mas contam com capacidade para elevar a saída a até 1,6 mil litros por segundo. “Na primeira fase, implantamos na Central de Controle duas estações computacionais operando em regime de redundância hot-standby, que podem ser intercambiadas no caso de falha em uma delas, e ainda outras duas estações em cada ETA”, diz Sales. “A instrumentação de campo está concentrada em unidades remotas, interligadas entre si e a um Controlador Lógico Programável por meio de rede Profibus e também à rede corporativa do Dmae, via rede ethernet. Instalamos ainda um novo conceito de medição de nível dos filtros, melhorando a operacionalidade do sistema.”

Sales explica que, com o gerenciamento implantado, a expectativa é de aumento da vida operacional dos filtros, de 40 para 50 horas, com 20% de redução no consumo de água e de eletricidade. Outro benefício sensível para o Dmae, segundo ele, está no diagnóstico instantâneo de falhas, dando maior segurança ao processo de tratamento e aumentando a vida útil dos equipamentos e instalações. Além disso, a autarquia passa a contar com dados históricos gerenciais e pode reduzir o quadro de operadores das estações de tratamento, transferindo os profissionais para áreas mais nobres. “Mas o principal”, diz Sales, “é que a automação garante um padrão homogêneo de alta qualidade da água tratada entregue à população.”

 


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