Vector mira expansão
de
40% em 2009
Em meio à crise que levou vários setores a perder rentabilidade entre o segundo semestre de 2008 e o primeiro de 2009, Vector mantém bom ritmo de negócios, assina novos contratos e não vê sinais negativos
Os ventos frios da crise econômica estão passando ao largo de Americana, no interior de São Paulo. Se a sensação não é necessariamente geral na cidade, ao menos no número 2138 da rua Isolina Geminiani Rosa, no bairro Jardim Amélia, trabalha-se a todo o vapor – aliás, bem mais que no mesmo período do ano passado. No prédio de dois andares situado no endereço está a sede da Vector Engenharia. Lá, não há tempo a perder – os negócios estão bombando e é preciso correr para chegar ao fim do ano atendendo a um planejamento que prevê deixar a empresa até 40% maior do que ela se encontrava no início de 2009. E isso considerando que, no ano anterior, os negócios já haviam crescido pelo menos 15%, uma marca que vem em média se repetindo desde 2006. O segredo da empresa? Trabalhar bem, de forma impecável, e em um mercado que precisa se desenvolver justamente para combater um dos componentes da crise – a questão ecológica.
“A crise não nos afetou em nada. É como se ela não existisse. Não sentimos nenhuma retração nos negócios”, conta José Carlos Pereira Trigo Jr, Diretor Comercial da empresa. Para ele, um fator importante é que a área de atuação da Vector permitiu que a empresa continuasse abrindo novas frentes de negócios, e mantendo as atuais, sem solavancos mesmo após o terremoto econômico do último quadrimestre de 2008. “Trabalhamos com soluções para o meio ambiente, um setor no qual tanto empresas quanto governos não pararam de investir já que esse é o tipo de atividade que gera economia e produtividade”, diz ele.
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“A crise não nos afetou em nada. É como se ela não existisse”
José Carlos Trigo Jr
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Os bons resultados são demonstrados por novos contratos – vistosos - assinados pela Vector no primeiro semestre do ano. Apenas três deles, totalizando quase R$ 6 milhões e já em implantação, dão a dimensão de que as coisas vão mesmo de vento em popa. Um deles tem como palco o município de Itajubá, em Minas Gerais. O acordo, com a COPASA (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), prevê a automação do sistema de distribuição de água na cidade, e está orçado em cerca de R$ 1,7 milhão. Outra parceria foi selada no já existente contrato de automação do Projeto Jaíba, um programa colossal de irrigação sustentável tocado no norte de Minas Gerais pelo governo federal. O aditivo no contrato com o Jaíba prevê a automação de suas comportas e canais de irrigação, dando um nível de sustentabilidade ímpar ao projeto. Além desses, a Vector assinou novos contratos com a Sabesp para automatizar a distribuição de água em localidades no interior de São Paulo.
Com os novos contratos e os bons índices de retorno de obras em execução, a Vector mantém sua expectativa de crescimento de até 40% em 2009 – um percentual que contrasta fortemente com as previsões de evolução negativa ou próxima do zero para o PIB. Contando com 80 funcionários em sua sede, além de igual número de indiretos em obras e filiais, a Vector teve média de crescimento entre 15% e 20% nos últimos três anos.
“De forma geral, as empresas e o poder público deixaram a questão ambiental relegada a segundo plano durante muito tempo”, pondera José Carlos. “Agora, não dá mais para empurrar a implantação de projetos de sustentabilidade para o futuro, e estamos aproveitando o momento para crescer fazendo o que melhor sabemos – criando sistemas de automação para otimizar o aproveitamento de bens naturais, minimizar o desperdício e tornar as atividades humanas mais amigáveis para o planeta.”
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