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Modernização radical no Semasa

Veja como o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André, na Grande São Paulo, vive uma era de desenvolvimento com integração sem precedentes após a implantação de seu novo Centro de Controle Operacional

Com 650 mil habitantes e consumo médio de 1,8 mil litros de água por segundo, a cidade de Santo André, na região metropolitana de São Paulo, caminha a passos largos rumo à meta de universalizar os serviços de fornecimento de água potável e de saneamento básico. Um importante passo rumo ao objetivo foi dado nos últimos meses de 2008, quando chegou ao final um processo de radical modernização do Centro de Controle Operacional do Semasa, a autarquia municipal que integra os serviços de saneamento ambiental na cidade. O CCO do órgão é, na realidade, apenas a ponta mais vistosa de um complexo sistema que responde pela distribuição de água, coleta e afastamento de esgoto, gestão ambiental e de resíduos sólidos, drenagem urbana e gerência de riscos, por meio da Defesa Civil.

É um modelo único de integração”, diz o engenheiro Dovílio Ferrari Filho, responsável pela área de Hidrometria do Semasa e um dos principais envolvidos no projeto de modernização do CCO e das dezenas de unidades por ele controladas. “Graças a esse modelo, teremos um sistema inédito de controle unificado de todos os dispositivos e serviços relacionados a gestão ambiental da cidade, um marco histórico no setor de saneamento brasileiro.”

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Temos um sistema inédito de controle unificado dos dispositivos de gestão ambiental da cidade, um marco histórico no setor de saneamento"
Dovílio Ferrari Filho, Semasa
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Já quase finalizado, o sistema foi concebido pela Vector Engenharia, que venceu uma licitação de R$ 3,5 milhões para desenvolvimento e implementação da obra. Sediada em Americana (SP) e com 18 anos de mercado, a Vector alocou 26 especialistas para entregar o projeto no prazo e sem falhas. “Empregamos as mais recentes tecnologias de automação e de controle de processos para que, a partir de agosto, os dirigentes do Semasa tenham não apenas controle à distância dos sistemas de água, esgoto e drenagem da cidade, mas também informações gerenciais em tempo real e em bancos de dados corporativos”, explica Devanir Pereira , Diretor da Vector. “Foi um projeto de tirar o fôlego – e está prestes a se tornar modelo de gestão de tecnologia na área de saneamento.”

O projeto de automação partiu da necessidade de atualizar a rede de controle que o Semasa operava desde meados dos anos 90. Embora funcional, estava desatualizada e o software supervisório do antigo CCO era proprietário, o que exigia do Semasa novas tomadas de preço a cada mudança realizada na estrutura do órgão. “O supervisório virou uma camisa de força, tornando projetos de expansão inviáveis por questões de custos”, diz Ferrari Filho.

No novo CCO, o sistema de supervisão usa software aberto, permitindo destampar planos de expansão que vinham sendo mantidos em velocidade mais tímida. Por meio de sistemas de telemetria e telecomando, o Centro de Operações hoje comanda quase mil pontos de controle na região, alguns dos quais a 40 quilômetros de distância. Com a nova dinâmica, a estrutura do Semasa passa de 27 estações remotas – 22 reservatórios de água, três elevatórias de esgoto e duas estações de drenagem (piscinões compactos) – para 35 pontos.

Cada estação tem centenas de dispositivos automatizados e controlados à distância no CCO, de forma que apenas uma minoria delas hoje necessita de presença humana local. Motores que bombeiam esgoto ou água potável, por exemplo, podem ser ligados ou desligados segundo a demanda, bem como o fornecimento de energia elétrica às estações. Além disso, há sensores de invasão e de abertura de portas de acesso e painéis, de forma que os supervisores podem acionar equipes volantes de segurança em tempo real. Outros sensores controlam virtualmente tudo que se relaciona aos reservatórios de água e elevatórias de esgoto, além das redes de distribuição e captação e dos níveis de rios em locais com risco de alagamento.

“Para dar uma visão geral completa do sistema”, diz Pereira, da Vector, “mixamos o software de supervisão a outros sistemas, como os de geoprocessamento, da área comercial e de operação dos reservatórios, consolidando todas as informações em bancos de dados corporativos. Com o uso de programas de gestão, os responsáveis por quaisquer áreas do Semasa passam a ter informações customizadas no momento que precisarem. É um salto qualitativo sem precedentes.”

O próximo passo do projeto, conta o especialista do Semasa, é integrar também estações meteorológicas e informações em tempo real como as imagens dos níveis de rios da região, para uso da Defesa Civil do município. Segundo ele, o uso intensivo de novas ferramentas de automação permite ainda que o CCO seja operado por apenas um funcionário, se necessário. Normalmente, o Centro funciona 24 horas por dia com turnos de dois operadores a cada seis horas.

Salto em qualidade
No comando de mil pontos de controle, novo Centro de Operações ajudou a aumentar de 27 para 35 as estações remotas, entre 22 reservatórios, elevatórias de esgoto e estações de drenagem..


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