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Nuvens claras no horizonte

A Vector se prepara para dobrar sua operação em 2009 acreditando que trabalho duro vale mais que reclamar da crise. E há mais motivo para otimismo no mercado como um todo com a provável aprovação do novo modelo para o setor de saneamento, com aporte de R$ 10 bilhões do FGTS.

Aqui na Vector, estamos iniciando um ano com as melhores perspectivas possíveis. Dizem que quando se fala muito em crise o melhor é arregaçar as mangas e trabalhar. É o que temos feito, e os resultados não se fizeram de rogados: até o fim de 2009, mesmo considerando o cenário mais desfavorável possível, vamos dobrar o tamanho de nossa operação. O volume de negócios vem crescendo a ponto de, nos últimos meses, termos optado por colocar nossos diretores comerciais a assumir também posições de destaque no controle de obras. E isso não é brincadeira.

 Nós acreditamos que o mercado de saneamento como um todo pode se beneficiar de uma visão otimista de também puxar as mangas da camisa para cima e trabalhar duro, independente do tanto que se fala em crise.

 E há vários exemplos de que isso é verdade. Um deles tem a ver com o novo modelo de operação do setor de saneamento, que prevê a participação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço como grande ator do mercado. A idéia dá especial ânimo a indústria, prestadores de serviços e companhias públicas ou privadas de água. O modelo proposto supõe a entrada do FGTS como investidor direto no setor através de participação de capital nas operadoras e, ainda, por meio de uma carteira para aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários, debêntures e outros papéis de direitos de créditos.

 A entidade teria inicialmente R$ 10 bilhões para investir no setor. A idéia ainda tem de ser aprovada pelo Fundo, o que deve ocorrer neste início de ano. A notícia é ótima e vai ao encontro de outras fontes de financiamento destinadas a tornar factível a meta de universalizar serviços de água e esgoto até 2020. Além dos recursos, o plano apresentado pelo Conselho Curador do FGTS prevê suporte de gestão às empresas públicas do setor, muitas das quais têm problemas nessa área. Essa é uma excelente novidade já que uma parcela das empresas, hoje, não pode tomar empréstimos por não contar com condições de dar retorno aos valores.

 Prova disso é a situação paradoxal dos últimos cinco anos, quando o governo federal dispôs R$ 18 bilhões ao setor – dos quais apenas R$ 3 bilhões foram de fato investidos pelas companhias estaduais.

 Com o novo plano surge a possibilidade de uma real reestruturação do setor, o que ajuda a soprar para longe nuvens negras de crise no mercado de saneamento. Nada mau para um ano que está apenas começando.

 Boa leitura e até a próxima edição,

 Equipe Vector Engenharia  

 


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