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Com automação de ponta, Jaíba ganha total sustentabilidade

Maior obra no gênero em toda a América Latina, sistema pioneiro desenvolvido pela Vector Engenharia confere rapidez, segurança e mais produtividade no gerenciamento de todas as etapas de funcionamento do projeto de irrigação de 100 mil hectares. Na última etapa, sistemas foram espelhados na web e equipamentos podem ser controlados via internet.

 

Com a entrada no ar em julho do acesso ao sistema de controle via internet, a Vector Engenharia coroou a etapa final de implantação do sistema de automação para irrigação inteligente do Projeto Jaíba, uma área planejada de mais de 100 mil hectares e área irrigável de 67 mil hectares no extremo norte de Minas Gerais. Com foco em sustentabilidade e racionalização do uso de recursos naturais, o projeto é o maior complexo de automação de estrutura irrigada na América Latina.

Para o perfeito funcionamento de uma complexa estrutura operacional capaz de irrigar uma área 500 vezes maior que a do Principado de Mônaco, na Europa, a Vector desenvolveu um sistema de automação inédito que permite controle à distância, em tempo real, de dezenas de quilômetros de canais, estações de bombeamento e de recalque, comportas e sensores de nível de água, garantindo também o planejamento de operações - incluindo manutenção, diagnóstico e solução imediata de possíveis problemas.

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Sistema controla 15 estações de bombeamento, 78 comportas, mais de 200 sensores de nível e motores capazes de bombear 75 toneladas de água por segundo


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O projeto de automação foi, desde o início, marcado pelo gigantismo – justamente pelos números superlativos do próprio Jaíba. Implantado há mais de 20 anos pela Codevasf, empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional, o Distrito de Irrigação de Jaíba atende hoje pelo menos 25 mil pequenos agricultores e indústrias, além de ser o maior produtor de sementes de hortaliças do Brasil e destaque nacional na produção de vinhos e banana orgânica. Para que tudo funcione como um relógio, o Jaíba recolhe água do rio São Francisco e a distribui para os milhares de agronegócios instalados em uma região árida que seriam inviáveis sem o suporte da irrigação.

A automação foi desenvolvida para que tanto a captação quanto a distribuição do líquido se façam dentro de normas de sustentabilidade ambiental, sem perdas e com o mínimo gasto energético possível. Só levando em conta a quantidade de água necessária para a vida do projeto, a preocupação ambiental já se justifica. No total, o Jaíba conta com motores capazes de bombear 75 metros cúbicos de água por segundo – equivalente a um edifício de água com 25 andares de altura por quase um quarteirão de frente e outro de profundidade. Esse verdadeiro tsunami é a razão do refinamento do projeto de automação que a Vector criou.

Para dirigir esse colosso, a Vector montou um Centro Operacional (COP) de 70 metros quadrados dentro da estação de bombeamento EB1, equipado com todas as ferramentas necessárias para a operação, interação e análise do sistema de automação. Além do controle via COP, o acesso pode ser feito de qualquer lugar do planeta, por internet ou intranet – tudo muito rápido, simples e eficiente –, como se o usuário estivesse dentro do parque de irrigação.

Ao todo, contabiliza Devanir Pereira, diretor de Operações da Vector, "o sistema supervisiona e controla 15 estações de bombeamento, 78 comportas, vários motores gigantes – alguns dos quais com vazão de 10 metros cúbicos de água por segundo -, mais de 200 sensores de níveis de canais e reservatórios, de vazões de recalque, temperatura de motores e bombas, tensões e correntes elétricas, potências ativas e consumo de energia, além de câmeras de última geração, com vídeo HD, que permitem vigiar à distância todo o parque irrigado".

Em uma só estação,
22 mil HP de pura potência


Com vazão potencial de projeto de 75 metros cúbicos por segundo a uma altura nanométrica de 10 metros, e vazão instalada de 65 metros cúbicos por segundo com potência total de 22,5 mil HP, a estação de bombeamento EB1 capta a água no canal de chamada vindo do rio São Francisco. Cada motor das superbombas chega a ter a dimensão de um pequeno apartamento, e em dois andares. Esses titãs eletromecânicos fazem a água do Velho Chico fluir por centenas de quilômetros de canais que chegam a cada lote do perímetro irrigado.

A operação, que no limite pode retirar 75 toneladas de água a cada segundo do rio, passa a ser totalmente monitorada e controlada pelo sistema de automação da Vector justamente para mantê-la no menor nível admissível, minimizando impactos ecológicos e, até, econômicos. Com isso, possíveis anomalias e falhas são corrigidas em questão de segundos. Situações que antes poderiam provocar desperdícios de energia elétrica e serviços, além de vazamentos de água capazes de inundar lavouras inteiras, agora são corrigidas com rapidez e segurança - a um simples clique de mouse ou, quando em operação autônoma, a uma instantânea decisão dos programas. Além do impacto ambiental positivo, controle beneficia os milhares de produtores: cada qual recebe e paga apenas pela exata água que necessita.

Para chegar a esse grau único de sofisticação tecnológica, a Vector trabalhou durante dois anos com uma equipe de 25 engenheiros e projetistas alocados exclusivamente no projeto, além de técnicos e especialistas nas linhas de montagem localizadas na sede da empresa, em Americana (SP).

O resultado é um sistema modular mas unificado que utiliza refinamentos como tecnologia de inteligência artificial para controlar os equipamentos de campo e tomar decisões autônomas sempre que possível. Só em softwares dedicados desenvolvidos, a empresa soma mais de um milhão de linhas de código de programação.

Em automação na área de irrigação, o sistema é também o único espelhado na web, operante e online, em todo o País. Permitir o acesso aos sistemas via internet exigiu, por si só, outro esforço de engenharia da Vector. No local, não havia comunicação telefônica disponível capaz de suportar os sistemas.

Os engenheiros da empresa construíram torres, cabeamento e sistemas de hardware de telecomunicações ao longo de 100 quilômetros, de forma a permitir que uma operadora de telefonia, posteriormente, utilizasse a infraestrutura para disponibilizar o sinal na região. Com isso, todo o tráfego de informações é feito em alta velocidade através de telecomunicação wireless de banda larga.

O abastecimento de água, agora, é 100% sob demanda. Todo automático, garante controle muito mais efetivo do parque irrigado, com monitoramento remoto de cada etapa, independente das inúmeras variáveis que acontecem ao longo do caminho.

“Desde a assinatura do contrato até a etapa final da implantação do sistema de automação do Jaíba, a Vector vivenciou dois anos de um trabalho que se tornou o estado da arte em automação no Brasil”, afirma Devanir Pereira, da Vector. “Nosso know-how acumulado em mais de 20 anos de mercado foi posto à prova em cada etapa do processo, e foi graças a ele que chegamos a ótimo termo, em prazo recorde, no desenvolvimento e implantação de um sistema único em todo o território latino-americano.”

 

 


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